Em 2013 o Banco Central do Brasil
lançou um material de educação financeira de distribuição gratuita intitulado
“Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais (Conteúdo
Básico)”. O texto integral pode ser encontrado no site do Banco Central.
Um dos conceitos abordados no
caderno de educação financeira do Banco Central é o de “troca intertemporal”. A
respeito desse termo relativo às opções de consumo no tempo, pode-se ler o
seguinte: “Perceba que possuímos, basicamente, duas opções ao lidar com o
consumo no tempo. Essa é a escolha fundamental quando o assunto é gestão
financeira: temos a opção de usufruir agora e pagar depois, assumindo uma
posição devedora, ou seja, pagando juros; ou podemos optar por pagar agora e
usufruir depois e assumir uma posição credora, recebendo juros". Considerando o
fenômeno da troca intertemporal, cada pessoa, ao fazer suas escolhas, deve
avaliar se é mais vantajoso pagar antes (isto é, poupar) para consumir depois
ou consumir antes e pagar mais caro depois (com juros). Isso vai depender das
necessidades de cada um, mais ou menos urgentes, e ambas as opções podem ser
feitas corretamente desde que sejam feitas de forma planejada. Caso contrário,
corre-se o risco de gastar muito mais do que o necessário e ainda se endividar
e limitar suas possibilidades de consumo no presente e no futuro.
O ideal é consumir de forma
planejada sempre que possível. De acordo com o texto: “Consumo planejado é
fazer mais com a mesma quantidade de recursos”. Ou seja, ao consumir de forma
planejada é possível fazer o seu dinheiro render mais.
Vantagens de planejar o consumo:
1 – Controlar o
endividamento pessoal;
2 – Auxiliar na
preservação e no aumento do patrimônio;
3 – Eliminar gastos
desnecessários;
4 – Utilizar os juros
a seu favor;
5 – Maximizar os
recursos disponíveis.
E como é possível maximizar os
recursos disponíveis? A resposta é: pesquisando preço, negociando descontos,
dentre outras atitudes de valorizar o seu dinheiro.
USO DO CRÉDITO: O
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO E A TROCA INTERTEMPORAL
“O crédito é uma fonte adicional
de recursos que não são seus, mas obtidos de terceiros (bancos, financeiras, cooperativas
de crédito e outros), que possibilita a antecipação do consumo para a aquisição
de bens ou contratação de serviços” (Banco Central do Brasil)
Na publicação “Caderno de Educação
Financeira – Gestão de Finanças Pessoais”, do Banco Central do Brasil, é
apresentada a definição de crédito e outros conceitos relacionados ao assunto,
como o conceito de juros. Os juros são o aluguel do dinheiro no tempo. Quando
se compra um produto qualquer a prazo se recebe um benefício antecipado para
pagar depois. Por usufruir de algo pago com dinheiro de terceiros se paga juros
àquele que empresta. Os juros podem ser simples ou compostos. Os juros simples
“são aqueles pagos somente sobre o capital principal”; os juros compostos são
os “juros sobre juros”.
As vantagens do uso do crédito são:
1 – antecipar o consumo; 2 – atender a emergências; 3 – aproveitar
oportunidades. As desvantagens do uso do crédito são: 1 – custo da antecipação
do consumo com o uso do crédito implica pagamento de juros; 2 – risco de endividamento
excessivo; 3 – limite de consumo futuro. Como o crédito tomado no presente deve
ser pago no futuro, isso reduz as disponibilidades financeiras futuras para o
consumo, uma desvantagem que traduz o fenômeno das trocas intertemporais
(usufruir agora e pagar depois, assumindo uma posição devedora, pagando o
produto ou serviço com juros ou poupar e usufruir depois, assumindo uma posição
credora, recebendo juros).
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